segunda-feira, outubro 18, 2010

Das Ex-SCUT

A minha viagem para o trabalho obriga-me a percorrer, todos os dias da semana, a A41, uma das ex-SCUTs. A introdução de portagens nesta e noutras estradas vizinhas não é pacífica, é discutível e traz vantagens e desvantagens.

Na minha humilde opinião, que vale o que vale, as justificações para a introdução de portagens são válidas, mas pecam por tardias. Ou seja, se era para ter portagem, não deviam ter dado tempo para criar a habituação à sua utilização gratuita nem para que empresas e empreendimentos se instalassem nas redondezas, contando com estes acessos sem custos.

Acredito no princípio do utilizador-pagador, ainda que me custe ainda mais uma redução no orçamento disponível no final do mês, e o argumento de que não há alternativas, e que sem alternativas não devia ser portajada a estrada, apesar de verdadeiro peca por redutor.
Na prática, também não há grande alternativa (gratuita) do Porto para Lisboa, ou do Porto para Braga e nunca ninguém resmungou com as portagens nessas vias.
Posso concordar com o argumento de que, algumas destas estradas, não têm verdadeiramente condições de auto-estrada. A A29 é certamente uma delas, tendo zonas demasiado estreitas e praticamente sem berma.
O argumento da penalização adicional sobre uma zona já de si debilitada economicamente também tem alguma validade...

Mas de resto, não posso contestar verdadeiramente esta introdução de portagem e, uma coisa é certa: ao contrário do que muitas pessoas optaram por fazer, não vou enfiar-me nas nacionais, em filas de trânsito imensas, gastando tempo, combustível e paciência preciosos, por causa delas

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